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Café pode ajudar a reduzir os níveis de gordura corporal, revela estudo

2024-10-21 HaiPress

café — Foto: Unsplash

RESUMO

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GERADO EM: 21/10/2024 - 04:30

Impacto da Cafeína na Gordura Corporal e Diabetes

Estudo revela que cafeína no sangue impacta gordura corporal e risco de diabetes. Pesquisadores relacionam consumo de cafeína a IMC mais baixo e menor risco de diabetes tipo 2. Efeitos positivos da cafeína incluem redução de peso,mas efeitos a longo prazo ainda são desconhecidos. Café pode ajudar na termogênese e oxidação de gordura,porém consumo excessivo pode causar problemas de saúde. Mais pesquisas são necessárias para confirmar os benefícios da cafeína.

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Os níveis de cafeína no sangue podem afetar a quantidade de gordura corporal,o que por sua vez,impacta o risco de desenvolver diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Estas são as conclusões de um estudo publicado na revista científica BMJ Medicine.

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De acordo com os autores,do Instituto Karolinska,na Suécia,da Universidade de Bristol,no Reino Unido,e do Imperial College London,bebidas com cafeína sem calorias - como um café sem açúcar - poderiam ser exploradas como um meio potencial de ajudar a reduzir os níveis de gordura corporal.

"Concentrações plasmáticas de cafeína mais elevadas,geneticamente previstas,foram associadas a um IMC (índice de massa corporal) mais baixo e a uma massa gorda corporal total",escreveram os investigadores no seu artigo. "Além disso,concentrações plasmáticas de cafeína mais elevadas,foram associadas a um menor risco de diabetes tipo 2. Estima-se que aproximadamente metade do efeito da cafeína no risco de diabetes tipo 2 seja mediado pela redução do IMC".

Os pesquisadores analisaram dados de envolveu dados de cerca de 10 mil pessoas coletados de bancos de dados genéticos existentes,concentrando-se em variações em genes específicos ou próximos a eles,conhecidos por estarem associados à velocidade com que a cafeína é decomposta.

Em geral,aqueles com variações que afetam os genes – nomeadamente o CYP1A2 e um gene que o regula,chamado AHR – tendem a decompor a cafeína mais lentamente,permitindo-lhe permanecer no sangue por mais tempo. No entanto,eles também tendem a beber menos cafeína em geral.

Uma abordagem chamada randomização mendeliana foi usada para determinar prováveis ​​relações causais entre a presença de variações,doenças como diabetes,massa corporal e fatores de estilo de vida.

Embora houvesse uma ligação significativa entre os níveis de cafeína,o IMC e o risco de diabetes tipo 2,não surgiu nenhuma relação entre a quantidade de cafeína no sangue e as doenças cardiovasculares,incluindo fibrilação atrial,insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral.

Estudos anteriores associaram um aumento moderado e relativo no consumo de cafeína a uma melhor saúde cardíaca e a um IMC mais baixo,e a nova investigação acrescenta mais detalhes a isso. No entanto,é importante ressalta que os efeitos da cafeína no organismo não são totalmente positivos.

"Ensaios pequenos e de curto prazo demonstraram que a ingestão de cafeína resulta na redução do peso e da massa gorda,mas os efeitos a longo prazo da ingestão de cafeína são desconhecidos",explicaram os investigadores.

Estudos mostram que em excesso a cafeína pode causar batimentos cardíacos acelerados,nervosismo,ansiedade,náuseas ou problemas para dormir,bem como dores de cabeça,refluxo ácido e,em doses suficientemente altas,até tremores ou vômitos. A dose segura para a maioria dos adultos é definida como 400 mg de cafeína por dia. Isso equivale a quatro xícaras de café coado ou seis doses de café expresso.

Os pesquisadores não analisaram os mecanismos pelos quais a cafeína tem esse efeito protetor,mas eles acreditam que isso esteja relacionado à forma como a cafeína aumenta a termogênese (produção de calor) e a oxidação da gordura (transformando gordura em energia) no corpo,ambas desempenhando um papel importante no metabolismo geral.

No entanto,mais pesquisas são necessárias para confirmar causa e efeito.

"Considerando a extensa ingestão de cafeína em todo o mundo,mesmo os seus pequenos efeitos metabólicos podem ter importantes implicações para a saúde",concluem os investigadores.

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