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Após crise, PT avança em pacto para unificar apoio a Edinho Silva na presidência da sigla

2025-04-11 HaiPress

O ex-prefeito de Araraquara (SP),Edinho Silva ( PT ) — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

A CNB (Construindo um Novo Brasil),corrente majoritária do PT,deu,nesta semana,o maior passo para unificar seu apoio em torno do ex-prefeito Edinho Silva para a presidência do partido.

Depois de embates e troca de farpas,sentaram à mesma mesa para um almoço,na quarta-feira (9),a tesoureira do PT,Gleide Andrade,o senador e presidente interino no PT,Humberto Costa,o senador Beto Faro,os deputados Jilmar Tatto,Carlos Veras e José Guimarães,e o próprio Edinho. O encontro ocorreu na sede do PT nacional,em Brasília,e teve como pauta a unificação da CNB em torno da candidatura do ex-prefeito,que é o nome preferido de Lula para presidir o PT.

Segundo presentes no encontro,ficou acertado que a CNB não lançará outro candidato nas eleições internas do partido. Com isso,a chance de Edinho Silva ser eleito no primeiro turno da disputa interna cresce consideravelmente. A ideia é que Humberto Costa leve ao próprio Lula a notícia sobre o acordo,após a Páscoa.

Há poucos dias,a ministra Gleisi Hoffmann e o presidente da fundação Perseu Abramo,Paulo Okamotto,também tiveram uma conversa com Lula sobre esse tema. Eles afirmaram que não há interesse em ir contra Edinho,já que o ex-prefeito é o preferido do presidente para assumir o comando do PT. Com isso,sinalizaram a Lula que a CNB não lançará outro nome.

Esse grupo,no entanto,não quer dar a Edinho o controle do PT de “porteira fechada”. A ideia é ter uma espécie de moeda de troca pelo apoio unificado da CNB à candidatura do ex-prefeito. Essa moeda consistiria na indicação do próximo tesoureiro do partido. O nome de consenso,por enquanto,é o da atual secretária de finanças do PT,que seguiria no posto.

Num passado recente,Edinho já sinalizou que não pretendia mantê-la no cargo. Aliados de Edinho afirmam que ele não pretende fazer esse tipo de negociação agora e que quer discutir as secretaria no momento em que as novas direções do PT forem compostas. A ala ligada a Gleide,porém,promete pressionar o ex-prefeito para que esse acordo seja firmado em breve.

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