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Cobrar taxa de visitantes é necessário 'às vezes' para 'combater turismo de massa', diz representante de ministério

2025-12-02 HaiPress

Ana Carla Lopes,secretária-executiva do Ministério do Turismo — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

RESUMO

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GERADO EM: 01/12/2025 - 21:58

Angra dos Reis Planeja Taxa de Turismo Sustentável para 2026

Ana Carla Lopes,diretora de um ministério,defende a cobrança de taxas de visitação como forma de combater o turismo de massa,enfatizando a importância de uma política integrada entre setores público,privado e sociedade civil. A cidade de Angra dos Reis (RJ) planeja implementar uma "taxa de turismo sustentável" em 2026. O ministério colabora com o Conselho Nacional de Turismo para discutir tais medidas,destacando que taxas devem servir diretamente as comunidades locais. O crescimento do turismo no Brasil é atribuído à melhor infraestrutura,qualificação profissional e promoção de novos destinos. Investimentos em infraestrutura,como rodovias,são essenciais para integrar e desenvolver o turismo no interior do país.

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A cobrança de taxa de visitantes é necessária em alguns locais para "combater o turismo de massa". É o que avalia Ana Carla Lopes,secretária-executiva do Ministério do Turismo. Em entrevista ao GLOBO,Lopes destaca ser necessária uma "política integrada" dos setores público e privado,além da participação da sociedade civil no processo.

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Como desenvolver o turismo de forma sustentável?

O principal é a parceria. Porque não adianta só uma política pública de cima para baixo. Temos que saber quem é que estará lá na ponta para controlar a entrada de visitantes. Vai ser cobrada uma taxa de visitação? Vai ser dado um desconto para quem é morador da cidade? Tudo isso faz uma política integrada. O segredo para combater o turismo de massa é esse: uma política integrada dos setores público e privado,da sociedade civil e também do terceiro setor.

Angra dos Reis (RJ) pretende cobrar uma “taxa de turismo sustentável” a partir de 2026 para equilibrar turismo e preservação do patrimônio natural. Como o ministério enxerga esse tipo de medida?

É uma prática que ainda não é totalmente disseminada. Mas é um ponto de atenção do ministério e que estamos discutindo com o Conselho Nacional de Turismo,que envolve mais de 90 entidades. Vale ressaltar que a cobrança deve ser sempre de uma taxa,e não de imposto. Isso é importante porque o imposto não é revertido diretamente para aquela comunidade. O que não pode é essa cobrança entrar na vala comum,como um imposto ou uma tarifa que não se sabe para onde vai. A gente deve discutir sobre isso segundo cada experiência. Destinos que são mais vulneráveis a questões climáticas ou a um crescimento muito grande de visitantes,a gente tem que ter como atenção e,às vezes,é até necessário para combater o turismo de massa.

O que explica o crescimento recente do turismo no Brasil?

É importante destacar a tríade ordenamento de destinos,qualificação de pessoas e promoção de experiências. Nós ordenamos mais destinos,ou seja,estruturamos esses locais com obras estruturantes,desde portos e aeroportos a centros de convenções e estradas. Também tem o fator da qualificação. Qualificar mais pessoas para entrarem no turismo ou permanecerem no turismo também faz com que o setor cresça. E a promoção de destinos,não só do Rio de Janeiro,mas de outras cidades,como João Pessoa e Brasília,que têm crescido absurdamente.

Como estão os investimentos em rodovias para estimular a interiorização dos destinos?

Os ministérios do Turismo,de Portos e Aeroportos e dos Transportes têm atuado de modo conjunto. Asfaltamento,pavimentação e construção de pontes devem ser feitas não só para o turista,mas para o morador da cidade e para o escoamento da produção. O turismo agrega mais de 50 atividades de maneira transversal. Então até que ponto o turismo representa só 8% do PIB? É o setor que mais emprega no Brasil,atrás apenas da construção civil.

O Rio passou recentemente por uma redistribuição da malha aérea entre o Galeão e o Santos Dumont. Isso contribuiu para atrair turistas internacionais?

A gente não pode afirmar que foi um ponto para os turistas internacionais porque para eles (o destino final) é o Rio de Janeiro. Mas para o turista nacional,com certeza,é um ponto muito relevante. E além do aumento da malha aérea,houve um aumento da frequência não só no período do carnaval,o que é de suma relevância.

O projeto “Caminhos do Brasil” é uma iniciativa dos jornais O GLOBO e Valor e da Rádio CBN,com patrocínio do Sistema Comércio,através da CNC,do Sesc,do Senac e de suas federações.

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