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Guerra já perdida de Donald Trump

2026-04-16 HaiPress

O presidente dos EUA,Donald Trump,fala à imprensa em Maryland,em 12 de abril de 2026 — Foto: JIM WATSON / AFP

RESUMO

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GERADO EM: 15/04/2026 - 20:16

EUA Perdem Influência em Conflito Diplomático com o Irã e Enfrentam Crise Econômica Global

A guerra diplomática de Donald Trump contra o Irã é considerada perdida,mesmo que um acordo de paz seja alcançado,pois apenas conteria danos. O Irã demonstrou poder econômico,enquanto Trump enfrentou descontentamento internacional e queda de popularidade interna devido à inflação. A crise ameaça uma recessão global,afetando previsões de crescimento de diversos países. Enquanto os EUA lucram com a exportação de petróleo,a relação com aliados se deteriora.

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Esta guerra Donald Trump já perdeu. Qualquer que seja o desdobramento das conversações diplomáticas. No melhor cenário,o de um acordo de paz,ele estará apenas fazendo contenção de danos. Tem alguns mortos ilustres como trunfo,entre eles o então líder supremo Ali Khamenei,mas fracassou no objetivo de derrubar o regime dos aiatolás. O Irã provou que tem uma arma econômica poderosa que afeta o mundo inteiro. Já o presidente americano desagradou os países da região atingidos pelos bombardeios do Irã,entrou em conflito com aliados europeus,inclusive os governados pela direita e brigou com o Papa. A bronca maior enfrenta em casa com a queda da popularidade,pela inflação em alta.

O mundo inteiro também está perdendo,como mostrou o cenário econômico do Fundo Monetário Internacional (FMI),que apontou o risco de o confronto provocar uma recessão global. A maioria dos países tem queda da previsão de crescimento,agora ou no ano que vem,ou ambos. A Arábia Saudita melhora em 2027,mas,em 2026,sua previsão de crescimento cai de 4,5% para 3,1%. No caso do Brasil,a previsão este ano subiu,mas do próximo ano,caiu. Alemanha,França,Itália,Reino Unido tiveram projeções reduzidas.

O Brasil está sendo atingido num ponto crucial,a inflação. O IGP-10,divulgado ontem pela Fundação Getúlio Vargas,mostrou o tamanho do estrago. O índice deu um salto. Saiu de deflação em março para uma alta espantosa de 2,94%. Os dados da FGV são mais voláteis porque têm o preço por atacado na composição e o IPA subiu 3,81% no mês.

O salto não será transferido na mesma intensidade para os preços ao consumidor,mas acende um alerta importante. Há uma escalada: a inflação do mês é de 2,94%; a do ano,de 2,57%,menor do que a do mês; e a de 12 meses é ainda mais baixa,de 0,56%. Estamos saindo de um cenário de deflação para um número equivalente à meta do ano num único mês. No IPCA,a alimentação no domicílio subiu 1,94% em março. E continua subindo em abril.

O governo faz manobras desesperadas para tentar conter a alta dos combustíveis,com subsídios ao diesel e ao querosene de aviação,mas o avanço do petróleo se espalha por vários outros preços da economia. O dólar tem caído e está abaixo de R$ 5. A valorização do real atenua o choque nos custos da energia,mas o conflito mudou o cenário econômico.

Os Estados Unidos têm na exportação de petróleo um dos poucos ganhos da crise. Segundo o Financial Times,os EUA acabam de bater seu recorde de exportação de petróleo. Os consumidores da Ásia e Europa compraram mais produto norte-americano,porque tiveram que reduzir as compras no Oriente Médio. A exportação americana de petróleo bruto subiu 1 milhão de barris por dia,atingindo 5,2 milhões de barris,além dos 7,5 milhões de barris que exporta de produtos refinados.

Esse ganho financeiro com a exportação de petróleo não compensa as perdas reais e imateriais. Em editorial,o jornal The New York Times lista as várias derrotas,e diz que o dano mais duradouro é o que atingiu a relação dos Estados Unidos com seus aliados. Países como Japão,Coreia do Sul,Canadá e a maior parte da Europa discordam da guerra e disseram não ao pedido de ajuda de Donald Trump para reabrir o Estreito de Ormuz.

O jornal repete o que tem sido dito por muitos analistas neste embate: que ela permitiu ao Irã comprovar que tem mesmo o controle de Ormuz e que custa pouco mantê-lo fechado. Bastam as ameaças e alguns drones para demover as grandes empresas de navegação de tentar atravessá-lo. Reabri-lo,no entanto,tem um custo altíssimo.

Trump,esta semana,ameaçou bloquear o entorno do Estreito de Ormuz numa estratégia sem sentido,como se dois fechamentos resultassem numa abertura. O problema continua sendo o fechamento da passagem marítima e a disparada nos preços do petróleo.

O NYT termina um editorial desta semana dizendo que pode parecer ingênuo propor isso,mas a maior chance de solução seria Trump “reconhecer a inépcia da sua abordagem solitária e impulsiva” e envolver o Congresso e os aliados na busca de uma solução “que diminua os danos desta guerra”. O governo norte-americano contudo,prefere continuar atirando para todos os lados. Ontem,Trump voltou a criticar a Otan e o Papa. Já o vice-presidente J.D.Vance disse que o Papa Leão XIV deveria ter “cuidado ao falar de teologia”. Quer,vejam vocês,ensinar o Pai-Nosso ao Papa.

(Com Ana Carolina DIniz)

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