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Solução definitiva para BRB ainda depende de aval do Tesouro

2026-04-22 HaiPress

Logos do Banco BRB e Banco Master: negócio foi vetado pelo Banco Central — Foto: Reprodução/BRB e Reprodução/TV Globo

O anúncio do BRB de que vendeu os ativos do Master por cerca de R$ 4 bilhões à gestora Quadra,feito nesta terça-feira (21),ajuda a aliviar mas não representa uma solução definitiva para a crise do banco estatal de Brasília. Para cobrir o rombo total,que segundo fontes ligadas à negociação é chega perto dos R$ 9 bilhões,é preciso ainda que o Governo do Distrito Federal,que controla a instituição,faça um aporte de capital de cerca de R$ 4,5 bilhões. Mas aí há um outro problema: o GDF não tem o dinheiro,e por isso vai precisar de um empréstimo.

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O aporte de capital tem que ser aprovado nesta quarta (22) em uma assembléia geral de acionistas,e a partir daí o BRB terá um prazo de um mês para conseguir os recursos.

Só que,segundo pessoas a par das conversas,o empréstimo que está sendo negociado com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) junto com um “sindicato” de grandes bancos só será concedido com aval do Tesouro,ou seja,do governo Lula.

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Até agora,porém,a governadora Celina Leão (GDF) não recebeu sinal positivo do Ministério da Fazenda e nem conseguiu ser recebida pelo presidente da República para discutir a situação. Nos bastidores,ele já deu ordem para que os bancos públicos,Caixa e Banco do Brasil,não participem do socorro ao BRB.

No plano que vem sendo executado pelo GDF,o aporte de capital é essencial para possibilitar a entrada de novos investidores no banco. Interlocutores da governadora dizem que haveria,inclusive,fundos estrangeiros interessados em comprar ações preferenciais do BRB. Mas esses investidores só podem comprar os papéis se o GDF injetar dinheiro para impedir que sua participação seja diluída. Do contrário,o banco acabará privatizado.

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À beira da insolvência

A crise do BRB vem desde novembro passado,quando Daniel Vorcaro foi preso,o banco Master foi liquidado e tornou-se pública a venda de carteiras fraudadas ao BRB no valor de R$ 12,2 bilhões. Na semana passada,o ex-presidente do banco,Paulo Henrique Costa,foi preso,acusado de receber R$ 146 milhões

Nesse período,o BRB beirou a insolvência algumas vezes,e vendeu carteiras de crédito para ganhar liquidez e conseguir recursos para cobrir o rombo deixado pela negociação com o Master.

Mas,de acordo com fontes a par dos detalhes,as alternativas para conseguir fôlego rapidamente estão se esgotando.

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Já não restam mais nem tantas carteiras atrativas e em condições de serem vendidas rapidamente,até porque parte dos créditos são lastreados em ativos imobiliários ou fundo de participação dos estados (FPE) e não podem ser repassadas.

Além disso,o banco não tem conseguido captar mais empréstimos ou depósitos,o que nos cálculos dos executivos do banco vem encurtando o limite de tempo para que se encontre uma solução. No caso do BRB,que já vendeu cerca de R$ 10 bi em carteiras de crédito aos concorrentes comerciais,sempre com descontos,ainda restam cerca de R$ 60 bilhões em empréstimos.

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Nos cálculos de executivos envolvidos na administração da crise,o BRB ainda consegue repassar rapidamente ao mercado algo como R$ 10 bi em créditos. Depois disso,a gordura acaba. Daí a previsão de que o banco precisa de uma solução em poucos dias.

Sem balanço

O BRB está sem publicar demonstrações financeiras há nove meses e,desde 31 de março,vem pagando multa diária de R$ 30 mil por não ter publicado o balanço de 2025. A equipe da coluna apurou que as demonstrações financeiras não estão sendo divulgadas para não ter que trazer um rombo,que também levaria a instituição a sofrer intervenção.

Em reunião com o BC no final de março,o banco de Brasília se comprometeu a resolver a situação até o final de maio.

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