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Depoimentos, provas, cruzamento de dados e rastreamento do dinheiro no exterior: entenda os próximos passos da delação de Vorcaro

2026-05-07 HaiPress

O banqueiro Daniel Vorcaro,do Banco Master,em dezembro de 2019 — Foto: Ana Paula Paiva/Valor

RESUMO

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GERADO EM: 06/05/2026 - 21:09

Delação de banqueiro Vorcaro avança na PGR e PF; STF decidirá

A proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro está sob análise da PGR e PF,marcando o início das negociações. Investigadores buscam fatos inéditos e provas sobre esquemas de propina e movimentações financeiras internacionais. A delação,que pode reduzir penas,depende de homologação pelo STF. O caso envolve acusações de fraudes bilionárias no Banco Master,e Vorcaro está detido desde março.

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A apresentação da proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF) nesta semana marca o início da negociação do acordo. A partir de agora,os investigadores vão analisar o conteúdo dos anexos entregues pela defesa do dono do Banco Master. São histórias que o banqueiro pretende detalhar,apontando o nome de envolvidos e meios de prova que confirmem os seus relatos.

Nos próximos dias,a PGR e a PF devem cruzar as informações dos anexos com a do conteúdo dos nove celulares apreendidos de Vorcaro,que estão sendo analisados pela equipe desde o fim do ano passado. Se não houver fatos inéditos na colaboração,os procuradores e policiais já avisaram que podem desistir do acordo ou pedir mais complementos.

A delação só pode ser validada e usada na investigação depois que o acordo for fechado com os investigadores e homologado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça,relator do caso Master na Corte.

Um dos pontos de maior interesse da PF e PGR é esclarecer o caminho das movimentações financeiras de Vorcaro no exterior. Há a suspeita de que ele tenha pagado propina a agentes políticos por meio de transferências e bens fora do Brasil e que ainda mantenha patrimônio vultuoso longe do território nacional.

Outra questão é o volume de recursos que ele se comprometerá a devolver ao Estado brasileiro para fechar o acordo de delação em troca de benefícios,como a redução da pena e a progressão de regime. Os investigadores consideram isso um dos principais eixos para seguir com as tratativas.

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As negociações ainda estão em fase inicial. O arquivo entregue em um pen drive pela defesa de Vorcaro nesta terça-feira ainda não contém documentos nem depoimentos — o que só deve ocorrer se o acordo for assinado pelas partes.

A conclusão da proposta de delação foi revelada pela coluna do Lauro Jardim e ocorre após um mês e meio de encontros quase diários entre Vorcaro e seus advogados na Superintendência da PF no Distrito Federal,onde o ex-banqueiro está preso desde março. 

Interlocutores da PGR ouvidos pelo GLOBO afirmam que esta é a primeira versão do acordo apresentada pela defesa de Vorcaro,e ponderam que o momento,agora,é de "analisar a qualidade e a consistência" do que foi entregue.

A equipe de investigadores também espera que Vorcaro detalhe o envolvimento de políticos e integrantes do Poder Judiciário no suposto esquema de fraudes do Master. 

Como funciona a delação

A colaboração premiada consiste em um acordo no qual o investigado admite crimes e aponta suspeitos e meios de prova em troca de benefícios penais,que são negociados entre a defesa,a PGR e a PF.

Esse instrumento pode prever redução de pena,regime diferenciado,eventual prisão domiciliar ou até perdão judicial,além de obrigações como a devolução de valores. Se as tratativas avançarem,Vorcaro passará à fase de depoimentos formais.

A lei exige que a colaboração produza resultados concretos,o que inclui a identificação de coautores e partícipes,a compreensão da divisão de tarefas dentro do grupo,o rastreamento de recursos e a eventual recuperação dos ativos desviados.

Cabe à Polícia Federal e ao Ministério Público verificar a veracidade das informações apresentadas. A palavra do colaborador,isoladamente,não basta para sustentar uma acusação — é necessário que ela seja confirmada por outras provas.

Histórico

Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro de 2025,quando tentava embarcar em um jatinho com destino a Dubai,nos Emirados Árabes. A PF entendeu que se tratava de uma tentativa de fuga. O mandado foi cumprido no âmbito da Operação Compliance Zero,que naquela época investigava um suposto esquema de fraudes do Master estimadas em R$ 12 bilhões.

Um dia depois da prisão do seu dono,o Banco Master foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em razão de uma crise de liquidez e insolvência financeira. Essa decisão deflagrou a maior operação de resgate da história do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) - mais de R$ 50 bilhões.

Vorcaro viria a ser liberado da prisão em novembro de 2025. No mês seguinte,o ministro do STF Dias Toffoli acatou a um pedido da defesa de Vorcaro e remeteu o processo ao Supremo sob a sua relatoria,além de decretar sigilo máximo sob os autos.

Em fevereiro de 2026,Toffoli deixou o caso após a PF encontrar menções a ele no celular de Vorcaro. Ele foi substituído pelo ministro André Mendonça,que em março decidiu prender novamente Vorcaro.

Para justificar a nova prisão do banqueiro,Mendonça atendeu a um pedido da Polícia Federal que o apontava como líder de uma organização criminosa voltada a vigiar e intimidar pessoas que contrariavam os interesses do Master. A defesa de Vorcaro sempre negou todas as irregularidades,mas começou a negociar uma delação premiada a partir daquele mês.

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