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Parte física e atuação de meias: seleção embarca para a Copa do Mundo com possíveis mudanças em avaliação

2026-06-02 HaiPress

Paquetá e Danilo Santos entraram bem contra o Panamá e podem brigar por vaga no time titular do Brasil — Foto: Alexandre Cassiano

RESUMO

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GERADO EM: 01/06/2026 - 12:40

Brasil enfrenta dilemas táticos e físicos antes da estreia na Copa

A seleção brasileira parte para a Copa do Mundo com dúvidas táticas,especialmente após a vitória contra o Panamá. Ancelotti considera ajustes no esquema devido ao desempenho de Paquetá e Danilo,mas teme comprometer a ofensividade. A preparação física dos jogadores será crucial para a estreia contra Marrocos. Alisson retorna em boa forma,enquanto Neymar ainda é uma incógnita. A chegada de reforços como Marquinhos e Gabriel Magalhães anima a equipe.

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A comissão técnica da seleção brasileira embarcou nesta segunda-feira para os Estados Unidos com dúvidas em função do que os jogadores apresentaram na goleada sobre o Panamá. E os parâmetros que o técnico Carlo Ancelotti pesa para escalar o time da estreia são principalmente físicos,levando em consideração o atual estágio de preparação de alguns atletas e do perfil dos mesmos.

A partida no Maracanã deixou a impressão de um jogo mais bonito com as entradas de Lucas Paquetá e Danilo Santos no meio-campo,mas Ancelotti lembrou que isso pode tornar o jogo do Brasil menos vertical para os seus atacantes,sem contar a fragilidade do Panamá. Os treinamentos a partir desta terça-feira em Nova Jersey vão servir para tirar as últimas conclusões.

— Obviamente com Casemiro,Paquetá,Danilo pode-se controlar mais a bola,mas é menos vertical. O time do primeiro tempo é mais de ida e volta,jogadores mais rápidos,de um contra um. Jogar um futebol de posse não vai evidenciar as características dos jogadores — ressaltou o treinador.

Esquema da estreia pode mudar?

Carlo Ancelotti — Foto: Anthony Wallace / AFP

O esquema 4-2-4,mais vertical e reativo quando preciso,tem sido preparado justamente para os grandes enfrentamentos da Copa do Mundo há um ano. Portanto,é a tendência contra Marrocos,na estreia do dia 13,no duelo considerado mais difícil do grupo C. Para o confronto,Ancelotti também pretende pesar a parte física,e no amistoso nomes como Luiz Henrique e Bruno Guimarães - que voltou de lesão - indicaram estar abaixo neste momento. Porém,terão tempo para se prepararem.

Nesse contexto,abre-se brecha para a entrada de meias com intensidade para um jogo de transição,tanto por dentro,como eventualmente pelos corredores,jogo que Paquetá e Danilo conseguiram fazer no segundo tempo. Outro que entrou bem no quesito físico foi o atacante Igor Thiago. As atuações encheram os olhos de Ancelotti,mas o italiano ponderou o nível do enfrentamento e lembrou que é preciso analisar as fases ofensiva e também defensiva do jogo.

— Igor Thiago é um perfil de atacante que a equipe precisa porque em alguns momentos do jogo,sob pressão,pode jogar a bola para ele,é muito forte,controla. Vamos jogar com três meias... Acho que a estrutura defensiva é 4-4-2. Depois eu posso escolher como hoje,que Vini e Raphinha eram os dois na frente,Cunha extremo esquerdo. Quando não tem a bola,na primeira parte Cunha era esquerdo,com Casemiro,Bruno,Luiz Henrique. Posso colocar um meia ou um lateral como extremo. Depois há que equilibrar o aspecto defensivo com ofensivo. Isso vai ser o tema até o primeiro jogo.

E Paquetá?

A explicação de Ancelotti parte justamente da versatilidade e boa condição física de Cunha,que de atacante se transformou em um terceiro meia. A dúvida é justamente se vale insistir com ele ou encaixar um jogador da posição. Paquetá chamou atenção contra o Panamá exatamente por isso. Danilo Santos,da mesma forma,agregou em parte física e poder de chegada na área,o que Cunha como um meia não conseguiu entregar até agora. Ou seja,pelo cenário de disputa,há risco até para Casemiro e Bruno Guimarães,titulares indiscutíveis de Ancelotti durante o último ano.

– Começamos a segunda etapa com o Paquetá mais aberto no aspecto defensivo,e ele tinha que jogar por dentro. Em uma parte do jogo,o Danilo jogava pela esquerda,e o time estava equilibrado. Mudavam a posição,mas tinham o mesmo papel. A atuação do Paquetá foi muito boa a nível de qualidade,de posse de bola,marcou,deu assistência,foi um nível muito alto – elogiou Ancelotti.

Boas notícias pela frente

Igor Thiago é festejado por companheiros em vitória brasileira por 6 a 2 sobre o Panamá — Foto: Alexandre Cassiano

Além das dúvidas,o amistoso contra o Panamá trouxe também boas notícias. A começar pelo gol. Alisson retornou depois de um bom tempo parado pelo Liverpool por conta de uma lesão muscular e tranquilizou para a estreia contra Marrocos.

– Estou 100%. Lógico que o ideal é ter a maior quantidade de jogos possível,mas pude jogar o último jogo da temporada pelo Liverpool e joguei hoje também aqui. Já tenho um pouco de experiência que ajuda nesse processo de não precisar jogar tanto para ter ritmo –,disse o goleiro.

Nos Estados Unidos,Ancelotti também receberá os reforços de Marquinhos e Gabriel Magalhães,zagueiros que disputaram a final da Liga dos Campeões. A expectativa segue também para a volta de Neymar,que ainda se recupera de lesão na panturrilha direita. Segundo Ancelotti,quando estiver disponível,o camisa 10 vai brigar pelas vagas de Vini Jr e Raphinha. Na posição,Endrick corre por fora. Rayan,que fez um golaço contra o Panamá,é alternativa a Luiz Henrique na direita.

– Ele (Neymar) vai ter que jogar por dentro. Não vai jogar por fora,como extremo,como ponta ou meia ponta. A posição que jogaram Vini ou Raphinha. Vai ser uma dessas posições. Como disse,se coloco Paquetá à frente na esquerda,sei que não pode jogar como um extremo. Mas no aspecto defensivo pode fechar na lateral. Até a Copa,quero criar um pouco de suspense,porque se não,não temos o que falar. É uma ajuda a vocês. Acabou o tema Neymar,então esse é um bom tema para estar atento – brincou o italiano na conversa com os jornalistas no Maracanã,deixando a decisão no ar.

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